Qual é o mascote do Corinthians? Conheça o Mosqueteiro
O mascote do Corinthians é o Mosqueteiro, personagem inspirado em D’Artagnan, de “Os Três Mosqueteiros”, romance do francês Alexandre Dumas publicado em 1844. Segundo o clube, o mascote foi associado ao Corinthians em 1929, depois de uma vitória por 3 a 1 sobre o Barracas, da Argentina, no Parque São Jorge. Desde então, ele aparece em desenhos, produtos licenciados, mosaicos da torcida e, em versão fantasiada, no gramado em dias de jogo.
O Mosqueteiro divide espaço com outros símbolos fortes da Fiel, como o gavião da Gaviões da Fiel e a imagem de São Jorge, o que costuma gerar confusão sobre qual deles é o mascote de fato. A seguir, você vê quem é o Mosqueteiro, quando ele foi adotado, as versões sobre sua origem, onde ele aparece hoje e qual a diferença entre mascote oficial e símbolo de torcida.
Resumo rápido sobre o mascote do Corinthians
- Mascote oficial: o Mosqueteiro.
- Inspiração: D’Artagnan, de “Os Três Mosqueteiros”, de Alexandre Dumas (1844).
- Versão oficial: 1929, após vitória por 3 a 1 sobre o Barracas, da Argentina.
- Quem ligou o clube ao personagem: o jornal A Gazeta, a partir de texto do jornalista Thomaz Mazzoni.
- Versão alternativa: 1913, ligada à entrada do clube na Liga Paulista, sem registros da época.
- Gavião: símbolo da Gaviões da Fiel, torcida organizada fundada em 1969, e não mascote oficial.
- São Jorge: padroeiro do clube, associado ao Parque São Jorge, comprado em 1926.
Quem é o Mosqueteiro do Corinthians
O Mosqueteiro é representado como um espadachim inspirado nos guardas do rei da França descritos por Dumas, com chapéu, capa e espada. Nas versões ligadas ao clube, ele aparece com as cores preto e branco. A referência literária é D’Artagnan, o jovem que se junta a Athos, Porthos e Aramis e vira o quarto mosqueteiro da história de Dumas.
No livro de Dumas, D’Artagnan é um jovem que chega a Paris querendo entrar para a guarda real e acaba se unindo aos três mosqueteiros, com quem enfrenta uma série de aventuras. A ideia de um “quarto mosqueteiro”, que chega depois e conquista seu lugar pela coragem, é justamente o que liga o personagem ao Corinthians.
O personagem traduz em imagem uma ideia que a torcida repete há décadas: garra, coragem e disposição para brigar até o fim, sobretudo nos momentos difíceis. Por isso ele aparece com frequência ligado ao espírito de luta do time, e não só como um desenho decorativo.
Quando o Mosqueteiro foi adotado
A data aceita pelo clube é 1929. Em 1º de maio daquele ano, o Corinthians venceu o Barracas, da Argentina, por 3 a 1, no Parque São Jorge, com o técnico Virgílio Montaria. No dia seguinte, o jornalista Thomaz Mazzoni, do jornal A Gazeta, que mais tarde daria origem à Gazeta Esportiva, elogiou a “fibra de mosqueteiro” dos jogadores. Segundo o clube, ainda em 1929 o mesmo jornal atribuiu oficialmente o Mosqueteiro ao Corinthians.
O momento ajudava. O time foi campeão paulista em 1928, 1929 e 1930, e a imagem de um guerreiro valente combinava com a fase. Historiadores como Celso Unzelte também tratam 1929 como a origem oficial do mascote.
A versão de 1913
Existe um relato mais antigo, considerado não oficial. Em 1913, a Liga Paulista de Foot-Ball tinha ficado com apenas três clubes, Americano, Germânia e Internacional, que resistiam à recém-criada APEA e seriam chamados de “três mosqueteiros”. Ao vencer Minas Gerais e FC São Paulo e ganhar vaga na liga, o Corinthians teria sido apelidado de “quarto mosqueteiro”. Não há registros da época que confirmem a história, por isso o clube não a adota como oficial.
| Versão | Ano | O que aconteceu | Status |
|---|---|---|---|
| Liga Paulista | 1913 | Corinthians entra numa liga com três clubes e vira o “quarto mosqueteiro” | Não oficial, sem registro da época |
| Vitória sobre o Barracas | 1929 | Thomaz Mazzoni cita a “fibra de mosqueteiro” do time em A Gazeta | Oficial, segundo o clube |
Versões do Mosqueteiro ao longo do tempo
O Mosqueteiro nunca teve um único desenho fixo. Ele nasceu como figura de imprensa e foi sendo redesenhado conforme o uso, em publicações, produtos e materiais do clube. Em comum, as versões mantêm o chapéu, a espada e as cores preto e branco.
Nas últimas décadas, o personagem ganhou traços mais modernos e infantis em produtos licenciados, como bonecos e pelúcias vendidos em lojas oficiais. Ao mesmo tempo, a torcida mantém viva a versão clássica, mais guerreira, em bandeiras e mosaicos. O personagem já foi tema de mosaicos nas arquibancadas da Neo Química Arena.
Onde o Mosqueteiro aparece hoje
- Estádio: em versão fantasiada, no gramado da Neo Química Arena.
- Arquibancada: em bandeiras, faixas e mosaicos da torcida.
- Produtos: em bonecos, pelúcias e itens licenciados vendidos no varejo.
- Textos sobre o clube: em referências como a “fibra de mosqueteiro”, usada para falar da garra do time.
O mascote em campo
Em jogos na Neo Química Arena, o Mosqueteiro aparece em versão fantasiada, com o figurino do personagem. Ele circula pelo gramado antes das partidas, cumprimenta jogadores, posa para fotos e participa de ações com crianças e torcedores. Registros da Agência Corinthians mostram o mascote no campo do estádio de Itaquera em dias de jogo.
Essa presença física aproxima o personagem do público mais jovem, que muitas vezes conhece o Mosqueteiro antes de saber a história de 1929. Fora do estádio, ele também aparece em eventos do clube e em campanhas comerciais.
Mascote oficial ou símbolo de torcida: o caso do gavião
Muita gente acha que o gavião é o mascote do Corinthians. Ele é, na verdade, o símbolo da Gaviões da Fiel, a maior torcida organizada do clube, fundada em 1969. A Gaviões também é escola de samba, com sede no Bom Retiro, bairro onde o Corinthians nasceu, e desfila no carnaval de São Paulo.
Como a organizada tem enorme presença nos estádios, o gavião passou a ser visto em faixas, camisetas e bandeirões, e acabou associado ao clube como um todo. Alguns registros chegam a tratá-lo como uma espécie de segundo mascote, por influência da torcida. Mas o clube, em sua comunicação oficial, segue tendo o Mosqueteiro como personagem.
Outros símbolos ligados ao Corinthians
São Jorge é o padroeiro do Corinthians desde que o clube comprou o terreno do Parque São Jorge, em 1926. Há uma capela dedicada ao santo na sede social, e a imagem do guerreiro a cavalo é comum entre os torcedores. Ainda assim, ele é um símbolo religioso e afetivo, não o mascote.
O escudo, com a bandeira paulista, os remos e a âncora, é o símbolo institucional do clube. Já apelidos como Timão e Fiel funcionam como marcas da identidade corintiana, mas não têm um personagem próprio. No fim, a divisão é simples: Mosqueteiro é o mascote, o escudo é o emblema, São Jorge é o padroeiro e o gavião é da Gaviões.
Perguntas frequentes sobre o mascote do Corinthians
Qual é o mascote do Corinthians?
É o Mosqueteiro, personagem inspirado em D’Artagnan, do livro “Os Três Mosqueteiros”, de Alexandre Dumas.
Desde quando o Mosqueteiro é mascote do Corinthians?
Segundo o clube, desde 1929, quando o jornal A Gazeta associou o personagem ao time depois da vitória por 3 a 1 sobre o Barracas, da Argentina. Há uma versão que fala em 1913, mas ela não tem registros da época.
O gavião é mascote do Corinthians?
Não oficialmente. O gavião é o símbolo da Gaviões da Fiel, torcida organizada fundada em 1969. Ele ficou muito associado ao clube por causa da torcida, mas o mascote oficial é o Mosqueteiro.
São Jorge é mascote do Corinthians?
Não. São Jorge é o padroeiro do clube, ligado ao Parque São Jorge, comprado em 1926. A sede tem uma capela em homenagem ao santo.