Quem fundou o Corinthians foram cinco operários do bairro do Bom Retiro, em São Paulo: os pintores de parede Joaquim Ambrósio e Antônio Pereira, o sapateiro Rafael Perrone, o motorista Anselmo Correia e o trabalhador braçal Carlos Silva. Eles criaram o clube na noite de 1º de setembro de 1910 e escolheram como primeiro presidente o alfaiate Miguel Battaglia.
O grupo não tinha dinheiro, campo nem ligação com os clubes de elite que dominavam o futebol paulista. Tinha vontade de jogar e a inspiração recente de um time inglês, o Corinthian FC, que havia se apresentado na cidade. Abaixo, o que se sabe sobre cada fundador e sobre o contexto daquela noite.
Resumo rápido
- Joaquim Ambrósio: pintor de parede, apontado como autor da proposta do nome.
- Antônio Pereira: pintor de parede.
- Rafael Perrone: sapateiro e primeiro capitão do time.
- Anselmo Correia: motorista.
- Carlos Silva: trabalhador braçal.
- Miguel Battaglia: alfaiate, primeiro presidente.
Quem fundou o Corinthians: os cinco operários
Quando se pergunta quem fundou o Corinthians, os nomes são conhecidos, mas as informações sobre a vida pessoal de cada um são escassas. O que chegou até hoje vem de relatos sobre a fundação, reunidos por historiadores do clube e repetidos em publicações de aniversário. Mesmo a grafia dos nomes varia: Rafael aparece também como Raphael, e Correia surge como Corrêa em alguns textos.
Joaquim Ambrósio
Pintor de parede, Joaquim Ambrósio é o fundador mais associado à identidade do clube. Segundo os relatos mais difundidos, foi ele quem sugeriu batizar o novo time em homenagem ao Corinthian FC, quando outras opções, como Santos Dumont e Carlos Gomes, também estavam na mesa.
Antônio Pereira
Colega de ofício de Ambrósio, Antônio Pereira também trabalhava como pintor de parede. Aparece em todas as listas de fundadores, sempre entre os cinco nomes centrais da reunião de 1910.
Rafael Perrone
Sapateiro, Rafael Perrone teve papel direto dentro de campo. Foi o capitão do time nos primeiros jogos e, de forma improvisada, também acumulava a função de técnico, já que o clube não tinha estrutura para contratar alguém. Na prática, era a principal liderança esportiva do grupo nos primeiros meses de vida do clube.
Anselmo Correia
Anselmo Correia é descrito nas fontes como motorista. Seu nome aparece em todas as versões sobre quem fundou o Corinthians, sempre entre os cinco reconhecidos pelo clube.
Carlos Silva
Carlos Silva completava o grupo como trabalhador braçal. Há uma pequena divergência entre as fontes: em algumas listas, o nome aparece como João da Silva, com a mesma ocupação. A versão Carlos Silva é a mais repetida pelos historiadores e pela imprensa.
Miguel Battaglia, o primeiro presidente
Ao contrário do que muita gente imagina, nenhum dos cinco fundadores assumiu a presidência. O cargo ficou com Miguel Battaglia, alfaiate de origem italiana, eleito na própria noite de fundação. A ele é atribuída a visão de que o Corinthians seria um clube do povo, feito por gente comum e não pelas famílias ricas que controlavam o futebol da época.
A frase circula em versões ligeiramente diferentes, mas a ideia central se manteve como marca do clube e ajuda a explicar o apelido Time do Povo, usado até hoje.
Outros participantes da noite de fundação
Os cinco nomes acima são os reconhecidos como fundadores, mas não estavam sozinhos. Algumas reportagens publicadas no centenário do clube, em 2010, falam em mais gente presente e citam outros participantes, como o pintor César Nunes, o fundidor Alexandre Magnani, o macarroneiro Salvador Lopomo e o alfaiate Antônio Nunes. Essas listas ampliadas variam de uma fonte para outra, por isso o registro oficial se concentra nos cinco operários.
Para quem pergunta quem fundou o Corinthians, portanto, a resposta mais segura continua sendo o quinteto do Bom Retiro, acompanhado de Battaglia na presidência.
O que unia os fundadores
Três elementos ligavam o grupo. O primeiro era o endereço: todos circulavam pelo Bom Retiro, bairro de imigrantes e trabalhadores na região central de São Paulo. O segundo era a condição social. Pintores, sapateiro, motorista e trabalhador braçal não tinham espaço nos clubes da elite, que exigiam status e dinheiro para entrar.
O terceiro elemento foi a turnê do Corinthian FC. Em 31 de agosto de 1910, os ingleses venceram a AA das Palmeiras por 2 a 0 no Velódromo, e o jogo serviu de estímulo para que o grupo decidisse, na noite seguinte, criar um time próprio.
O clube que os fundadores colocaram em campo
A obra dos cinco operários ganhou forma rapidamente. Nove dias depois da reunião, o time estreou contra o União da Lapa e perdeu por 1 a 0. Em 14 de setembro, já no Campo do Lenheiro, terreno alugado no Bom Retiro e limpo pelos próprios sócios, veio a primeira vitória: 2 a 0 sobre o Estrela Polar.
Três anos depois, o clube conseguiu vaga na Liga Paulista de Futebol. Em 1914, ganhou o primeiro Campeonato Paulista, com dez vitórias em dez jogos. Em pouco tempo, a equipe de várzea do Bom Retiro passou a enfrentar, e vencer, os clubes da elite.
Onde a memória dos fundadores está preservada
O local da reunião, na esquina das ruas José Paulino e Cônego Martins, no Bom Retiro, tem um obelisco que lembra a criação do clube. No Parque São Jorge, no Tatuapé, o Memorial do Corinthians, inaugurado em 2006, reúne troféus, uniformes e documentos que ajudam a contar a origem operária do clube. Saber quem fundou o Corinthians é parte da visita para muitos torcedores.
Perguntas frequentes
Quantos fundadores o Corinthians tem?
Cinco são reconhecidos como fundadores: Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira, Rafael Perrone, Anselmo Correia e Carlos Silva.
Quem foi o primeiro presidente do Corinthians?
O alfaiate Miguel Battaglia, eleito na noite de fundação, em 1º de setembro de 1910.
Quem deu o nome ao Corinthians?
A proposta é atribuída a Joaquim Ambrósio, que sugeriu homenagear o Corinthian FC, time inglês em turnê pelo Brasil.
Os fundadores eram jogadores?
Pelo menos parte deles, sim. Rafael Perrone, por exemplo, foi o primeiro capitão do time.